Friday, May 29, 2009

Iron Maiden/My First concert 1986


Peca por tardia a primeira ida a um concerto, isso acontece no ano de 1986 e logo com “Iron Maiden”, o famoso grupo Britânico de heavy metal, estaria no pavilhão Infante de Sagres no Porto completamente a abarrotar e descobriria um novo mundo, a partir daí mais nada seria igual, fico adicto e vejo praticamente tudo o que é concerto de rock na cidade do Porto e inclusive em Lisboa onde me desloco variadas vezes, claro que dentro destes espectáculos praticamente tudo é possível e por esse motivo em muitos deles já nem via nada, grupos portugueses haveria de vê-los repetidamente na ordem das dezenas de vezes, em muitos casos não pela música em si mas pelo ambiente anarco-democrata que lá reinava. Os meus gostos musicais andavam à volta de tudo o que fosse Rock n..Roll e seus derivados como o Rock, o Hard Rock, Psicadélico, também o Folk e Country americano, Blues, Reagae, e muitos grupos novos que começavam a aparecer no Underground Alternativo principalmente Britânico, no entanto apesar de considerar a melhor banda da época os Pink Floid, é ao Heavy Metal que dedico mais energia. Uma das bandas que sempre apreciei até aos dias de hoje pelo seu som e imagem melancólicos foram os “Joy Division”, «O nome veio do livro "House of Dolls", de Karol Cetinsky. Nesse livro “Joy Division” (Divisão da Alegria) é o nome dado á área onde as mulheres judias eram mantidas prisioneiras e "oferecidas" sexualmente aos oficias nazis», o seu som depressivo incomoda, as letras são intimistas, a voz de Ian Curtis parece ter saído de um apocalipse, quando se ouve a musica feita por eles parece que tudo gira á volta de alucinogénicos, porém Ian Curtis suicida-se em 18 de Maio de 1980 com apenas 24 anos, para desgosto dos fãs, mas a lenda continua, em 2007 é lançado o filme que gira a volta dos seus últimos anos de vida enquanto vocalista dos “Joy Division”. Este estilo musical haveria de encontrar num dos ramos saídos do Heavy Metal, e é aí que encontro o Doom, Funeral Metal, inserido num ambiente “estilo” bastante lento, pesado e com vocais e guitarras bastante distorcidos. Este género dá ênfase à lentidão e ao peso nas formas mais extremas. O nome do estilo é uma referência ao andamento de uma marcha fúnebre, que é bastante lento. O vocal gutural fica com destaque bastante pequeno em comparação a outros estilos musicais, sendo considerado no nível de um outro instrumento, que ajuda a aumentar a atmosfera arrastada da música. Este é o estilo mais depressivo e melancólico presente no Doom Metal, a nível de bandas do estilo, os poderosos “Thergoton”da Finlândia, os influentes “My Dying Bride” da Grã-Bretanha e os culturais “Uaral” do Chile, com uns acordes absolutamente fantásticos, roçando também o Folk Chileno, enfim pormenores da vida que nos fazem ditosos.

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